Estratégia passo a passo (5)

| 11 de janeiro de 2011 | Comentários (4)

Estratégia passo a passo (5)

Esse artigo é continuação dos artigos Estratégia passo a passo (1), (2), (3) e (4).

Foi abordado no artigo anterior (4) o fenômeno “looping”, é o que acontece em muitas empresas e elas nem percebem; por isso quando o “looping” acontece de forma impercebível pelos gestores dessas empresas alguém passa a cuidar delas, nesse caso é a natureza que faz isso, ela é cruel, a conseqüência é uma difícil gestão dos negócios dessas empresas ou a falência delas.

Um antídoto para o fenômeno “looping” e que influencia muito na eficácia da implantação da estratégia ou de qualquer ação relevante para o negócio é a existência da INTERAÇÃO ENTRE OS NÍVEIS HIERÁRQUICOS da organização com as suas respectivas RESPONSABILIDADES.

Se olharmos novamente a figura “Planejamento Estratégico, Implementação passo a passo”, podemos dividi-la em três níveis hierárquicos e em três níveis de responsabilidades respectivamente; veremos a seguir.

As ações em andamento na organização; sejam elas estratégicas ou não, no final das contas são de responsabilidades do pessoal das linhas de frente, é o pessoal operacional que efetua os “pontos de contatos” com os principais “stakeholders”, os clientes e um número grande de colaboradores da organização.

É fundamental que o pessoal operacional esteja muito bem informado, muito bem capacitado e devidamente motivado para a efetivação das ações estratégicas e operacionais relevantes para o negócio.

“Se não há eficiência operacional, a estratégia não importa”. Michael Porter

O nível gerencial da organização é responsável pelo monitoramento das ações em andamento na organização, esse nível é responsável pela responsabilidade tática da empresa.

Além disso, os gerentes são os agentes que recebem os dados relevantes do negócio como: dados da concorrência – mercado – tecnologia – produção – demandas – etc. São os gerentes que analisam esses dados e os transformam em informações relevantes com a visão tática do negócio.

São os gerentes que fazem o papel de “elo” entre o nível operacional e o nível estratégico da organização; são os gerentes que falam com os diretores sobre objetivos e metas a serem atingidas e são eles que monitoram as ações no nível operacional da empresa; enfim esse papel é crucial para o excelente ou péssimo desempenho das empresas.

É crucial que esses gerentes sejam extremamente competentes para a execução dos seus papéis, que tenham extrema confiança na liderança e vice-versa, que tenham as “portas abertas para cima” e “deixem as portas abertas para baixo”; e possuam a credibilidade para com os seus colaboradores; motivação também é fundamental.

“A liderança efetiva é colocar em primeiro o que é mais importante. O gerenciamento efetivo é a disciplina realizando isso.” Stephen Covey

Os diretores por ultimo, mas necessariamente os últimos são responsáveis pela direção e monitoramento dos grandes objetivos e metas da organização juntamente os outros colegas diretores.

Dessa forma, é inquestionável que a interação entre esses níveis hierárquicos é o mais importante “fator crítico se sucesso” (ou “insucesso”) de qualquer organização independentemente do seu tamanho, setor e origem.

E finalmente podemos afirmar que encontramos um “antídoto” apropriado para o efeito “looping” muito impactante e presente na falência das organizações, dos seus líderes e gestores.

Este “antídoto” apropriadamente aplicado nas organizações traz o SUCESSO, a natureza é favorável ao “antidoto” e contribui no processo da execução da estratégia;o sucesso é conseguido e é garantido passo a passo de forma definitiva e sustentável.

“Passo a passo. Não consigo pensar em nenhum outro modo de se realizar algo.” Michael Jordan

É extremamente fundamental e crucial que os diretores e o presidente da organização sejam competentes em lidar com as pessoas, mantendo-as: capacitadas, com autoridade apropriada, informadas e motivadas;  pois serão as pessoas que realizarão todas as ações estratégicas, táticas e operacionais em busca do sucesso da empresa, dessa forma é garantido um negócio sustentável no curto, médio e longo prazos.

“Liderança é fazer o certo quando ninguém está olhando.” George Van Valkenburg

Jorge Guzo

email: guzo@guzo.com.br

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Comentários (4)

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  1. Airlene Carvalho disse:

    Boa noite sr. Jorge Guzo.
    Sou pós-graduanda em Gestão de Negócios e Gestão de Pessoas. Tenho uma empresa de consultoria e presto serviço para duas imobiliárias. Gostei muito do seu artigo e é exatamente o foco do meu planejamento estratégico. As duas empresas tem problemas parecidos, como a falta de um organograma, hierarquia e metas de trabalho. As duas são empresas familiares e isso, de certa forma, atrapalha o desenvolvimento do trabalho. Este é o meu desafio: organizar as duas empresas.

    • guzo disse:

      Oi Airlene
      Gestão de Negocios e Gestão de Pessoas, onde vc fez essa pós? não sabia que existia, gostaria de saber qual foi o enfoque dessa pós, se vc puder me falar, agradeceria muito, sabe por que? A minha experiencia profissional quase total foi de areas de negócio (areas industrial e comercial) e sempre desde o inicio trabalhei como atividade paralela Gestão / Planejamento Estratégico…desde Juran até ISO e Premio Europeu de Qualidade Total e nos ultimos anos caiu na minha cabeça a area de RH para a América Latina, um business partner de RH, um RH estratégico…foi uma das coisas mais legais que aconteceu comigo, pois estudei pra caramba RH e aprendi a gostar muito disso, e do casamento de Gestão de Negócios e Gestão de Pessoas. Em relação as duas empresas vc tem um gde desafio e precisa ter bastante paciencia e perseverança pra ajudar essas empresas, pois seguramente eles não entendem a necessidade dessas coisas…o primeiro desafio é convence-los que eles precisam de ajuda de uma forma customizada a elas, porque se eles e elas não quiserem ajuda, nada é possivel. Se precisar de algum tipo de ajuda fico a sua disposição. Boa sorte e sucesso.
      Jorge

      • Airlene Carvalho disse:

        Olá Jorge, posso chamá-lo assim?
        Desculpe não responder antes, pois estou concluindo minhas duas pós e meu tempo anda apertado. Qt a sua pergunta, eu faço Pós em Gestão de Negócios e Pós em Gestão de Pessoas na Faculdade Estácio Atual, aqui em Roraima, em parceria com a Unisul. Todos os meus professores são do sul. Qt as empresas para as quais estava prestando consultoria, já terminei o contrato. Como vc falou e meu professor tb, é muito difícil trabalhar para uma empresa familiar. O melhor é trabalhar para uma família empresarial, que tenha visão de empreendedor.
        Abr.

        • guzo disse:

          Oi Airlene
          Se eu puder te ajudar nessa definição, acho que é dificil de prestar consultoria para qualquer empresa que os gestores não sejam empreendedores, independentmente se a empresa é familiar ou não.
          Posso te confessar que apesar do pouco tempo que tenho em consultoria já cheguei a uma triste conclusão: é muito dificil fazer consultoria principalmente justamente por conta dessa constatação que estamos falando, são poucos empresarios / gestores que aceitam uma consultoria, mesmo quando eles mais precisam. Mas como sou idealista, vamos em frente a ajudar as empresas e empresarios na medida do possivel.
          Mas é importante ressaltar que é dificil também por conta de ter muitos consultores no mercado que de fato são muito despreparados e isso acarreta descredito para a classe. Isso é o mercado, ele se ajusta com o tempo.
          Abs
          Jorge

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